Orleans
A cidade Coral Hermelina Pfutzenreuter Maestro Jose Evaristo Nunes Prof. Nilce Bertoncine
Tony Cascaes Coral Instituto São José Clube União Orleaense Clube 14 de Julho
Rádio Guarujá de Orleans História ACOL Coral do Vadico
Coral Italiano Stelle Alpine A Cidade Antigamente Noticias Sonetos de Orleans
A Cidade Falecimento Eteocle Mattei (Koke)
A cidade

Coral Hermelina Pfutzenreuter

Hino do Coral Hermelina Pfüzenreuter
letra: Pe. Cornélio Dall’Alba
música: Osvaldo Pfützenreuter (Vadico)
Orleans, 10 de junho de 1982

1 - Nossas vozes unidas ressoam,
Desde o mar até a serra geral,
E na pauta do amor orquestramos
Os arpejos do nosso coral.
Estribilho - Orleans, templo verde das musas
Musicais, de museus e poesia,
Desse chão de rapsodos artistas,
Ressoará uma nova harmonia.
2 - Já as florestas se abraçam, cantam
Hinos virgens de paz e de união,
E o vento, esse artista boêmio,
Faz arranjos com toda a criação.
3 - Cadenciada ao som das colinas, Orleans, musical partitura,
Nós seremos os teus menestréis
Irradiando tua história e cultura.

Hino do Coral Hermelina Pfüzenreuter
letra: Pe. Cornélio Dall’Alba
música: Osvaldo Pfützenreuter (Vadico)

Maestro Jose Evaristo Nunes
Prof. Nilce Bertoncine

Tony Cascaes
Coral Instituto São José
Clube União Orleaense
Clube 14 de Julho
Rádio Guarujá de Orleans
História
ACOL

Hino da Academia Orleanense de Letras (ACOL)

letra: Luiz Carminati
música: Osvaldo Pfützenreuter (Vadico)
Orleans, 12 de novembro de 1984

1. — Foi num dia propício à cultura,
Entre marchas tambores ao sol,
Que nasceu nossa Academia
Batizada com a sigla de ACOL.

Estribilho — Escrever sempre, escrever sempre
Está escrito no cetro real
Escrever sempre, escrever sempre
Uma semente da Orleans cultural.

2. — No estandarte da verde esperança
Brotaram versos à ecologia
Saudando a paz que no branco se enlaça
Com a esperança da Academia.

3. —“Chico Pedro”, um herói sertanista
Tange as rimas das belas manhãs!
e no “Bunker” das quinze cadeiras
Nascem versos de amor a Orleans.

4. — Divisamos um belo futuro
Que de “Alfa” a “Omega” nascia!
E sentimos “Manifestações”
Dando glórias à Academia…!

5.— “Pioneiros das Terras do Conde”
Dá seu grito e à cultura um nascer!
Resplandece uma aurora festiva
No seu seio um “Tempo de Querer”.

Coral do Vadico

Fundada a 12 de maio de 1996, sob a coordenação da professora Sueli Tereza Mazzucco Mazzurana, recebeu este nome em homenagem ao maestro e músico Osvaldo Pfützenreuter, falecido a 11/05/1996. Seu primeiro maestro foi o senhor Pedro Brünning, e atualmente, é regido pela maestrina Nilce Othília Bertoncini Alves. Seu primeiro presidente, ainda atual, é o senhor Antônio João de Medeiros. O Coral recebe o apoio da comunidade, principalmente dos pais, entre os quais é escolhida, de dois em dois anos, uma diretoria, sendo que a atual está composta pelo presidente já citado, e pelos seguintes representantes: Vice-presidente: Albertina Bett Durante; Tesoureira: Osmarina Baschiroto de Medeiros; 2ª Tesoureira: Maria Jucélia de Medeiros; Secretária: Sueli Tereza Mazzucco Mazzurana; 2ª Secretária: Denise Coan Albino. Existe ainda um Conselho Fiscal.
Recebeu o apoio da PLASZOM, através de sua Associação Atlética; da senhora Alzira Berger Zomer, do Senhor José Zomer e Leandro Lolli, além da Prefeituira Municipal de Orleans. A ACIJUVA recebe crianças e jovens, de 08 a 18 anos. As aulas são semanais, durante o dia. As matrículas e testes são feitos em março, e os ensaios atualmente são às sextas-feiras.
Tem participado com o total êxito das semanas culturais, de missas e eventos para os quais é convidada, e anualmente faz uma apresentação de final de ano, culminando com a sua festa, apresentando o resultado dos trabalhos sempre em dezembro, no Orleans Tênis Clube, geralmente com a presença de grande e seleto público. Recebe o apoio da Prefeitura Municipal de Orleans.
Seu uniforme foi idealizado pela fundadora e atual coordenadora, sendo seu símbolo o violino. Para o mês de outubro promove o Encontro Regional de Corais Infanto-Juvenis.
Contatos e maiores informações: Global Ting Idiomas, Galeria Zommer & Berger, sala 06, ou pelos telefones: 466.2302/ 9954.2211.

Coral Italiano Stelle Alpine

A Cidade Antigamente

Noticias

http://www.proartdeorleans.com.br/

Sonetos de Orleans

Orleans
(Soneto dedicado a Dona Avani Zaniboni, digna esposa do Senhor Evoi Zaniboni)

"Cidade que se espraia por sobre colinas,
Parece que foi em teu berço que eu nasci.
No teu rio aprendi a nadar e amei as finas
Músicas de irisadas aves, Bem-te-vi!...

Os montes verdes, andorinhas brincalhonas,
O verão, o carnaval, a pandorga e o inverno,
A geada branca, boa, nos cabelos das “nonas”,
Primeira comunhão, o pecado e o inferno...

José e Maria Perin, Costinha, Pizzolatti,
Zuleide, a azul, União, Quatorze, Conde D’Eu,
Benedeti, Cascaes, Mundinho, Mas que bate

No imo é mais Reis, Zomer, Nunes, Mussi e Lêlê,
Família De Pata, Pfutzenreuter, um vate
Lembra Zizi, todos, Rosa Branca", abc !...

Criciúma, 16 de outubro de 1973
José Tito da Silva ( Sobrinho de Vadico)

A Cidade
Museu ao Ar Livre Zé Diabo - esculturas do Paredão Carnaval Museu Conde D'eu
Etnia Negra Orleans Perde Paulo Afonso Dalsasso Livros A Cidade
Charanga 2001 Os Quatro Zé Orquestra de Camera IFZ Grupo Folclórico Italiano de Barracão
Coral Infanto - Juvenil Santa Otilia Coral Infanto - Juvenil "Os Pequenos Colibris" Associação Sertaneja Seresteiros da Colina Coral Shalon - Orleans Santa Catarina
CTG Orleans Editor do projeto é homenageado
Museu ao Ar Livre

Zé Diabo - esculturas do Paredão

Carnaval

Museu Conde D'eu

Etnia Negra

ASSOCIAÇÃO ETNIA NEGRA DE ORLEANS

A Etnia Negra, como é bastante conhecida em Orleans, foi uma das mais importantes instituições que surgiram nestes últimos tempos. Foi fundada no dia 02 de março de 1990, por vários componentes desse grupo, mas que teve como principais idealizadores José Filisbino e sua esposa Dinalva A. Filisbino. A Etnia Negra está devidamente inscrita no CNPJ com seus Estatutos registrados no Cartório de Registro Civil de Títulos e Documentos de Orleans. Sua sede social está localizada na rua Hugo Carlos Claumann, nº 337, centro, Orleans/SC.

Os fundadores foram incentivados pelo Pe. Santos Sprícigo e outras pessoas da comunidade, e tiveram como inspiração dona Rosa Amália Inácio, pessoa muito querida de todos, bem como “Zumbi” (Guerreiro), criado pelo Padre Antônio Melo, líder escravo (1655- 20/11/1695), símbolo da resistência negra contra a escravidão.

Zumbi foi o último líder do Quilombo (refúgio no mato) de Palmares, na serra da Barriga, em Alagoas. O primeiro líder foi Ganga-Zumba, que morava numa mussumba (espécie de palácio do rei), cercado de parentes, amigos e seguidores. Com a morte de Ganga-Zumba, Zumbi tornou-se rei dos quilombos. Um negro inteligente e corajoso. Sob sua direção os habitantes de Palmares muito progrediram. Os negros começaram a cultivar a terra e a criar gado. Todos trabalhavam. Havia disciplina e ordem. Durante 50 anos, os habitantes de Palmares resistiram aos ataques. O governo de Pernambuco contratou Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista, para destruir o reduto dos negros. Depois de três anos de lutas à frente de um exército de mil homens, é que conseguiram vencer as fortificações de Palmares. Zumbi não quis entregar-se. Quando viu que estava derrotado, subiu ao alto da montanha e atirou-se num despenhadeiro. Seus seguidores o acompanharam num gesto de suprema fidelidade. Preferiram morrer na liberdade a viver na escravidão. Os organizadores resolveram criar este movimento cultural e para tanto organizaram a “Associação Etnia Negra de Orleans”, que muitas alegrias já trouxe ao nosso município, bem como a tantos municípios vizinhos onde o grupo já se apresentou.

A Associação Etnia Negra tem como finalidades principais: promover encontros, palestras e reuniões sociais, de lazer e recreativas, visando o crescimento social e o estudo da etnia negra, através de seus associados, convidados e a participação do público em geral. A Associação Etnia Negra busca sempre a confraternização e a demonstração da cultura negra. Para tanto visita outras comunidades e outras associações, levando o nome de Orleans e sua cultura para conhecimento e divulgação.

Além do excelente trabalho desenvolvido, a Etnia Negra conseguiu construir sua sede própria onde são realizados eventos culturais, homenagens, encontros religiosos, e, toda e qualquer promoção que vise sempre o crescimento cultural e a divulgação da arte e da cultura de Orleans e região.

(Fonte: REVISTA ACADÊMICA – ESCREVER SEMPRE, Vol. I)

Orleans Perde Paulo Afonso Dalsasso

Teremos muita falta sua meu amigo de Orleans. Poeta acadêmico, músico-compositor, colecionador de museu indígena e irreverente carnavalesco catorzista ! Este mundo pode ser pequeno prá pessoas tão especiais ! Saudades prá nunca esquecer ! Viva entre nós tuas nobres idéias musicais condistas !...

Composições de Paulo Afonso Dalsasso:

- Conde Pobre;

- Tropeiro;

- Poluição;

- Salve a América Latina;

- Eu sou o Sul.

Livros
Livros/ Autores Valdemar Muraro Mazzurana Revistas
Sibila matos Alberton Caderno de Estudos ENFF Celso de Oliveira Souza Antonio João Tavares - Tonton
Jucely Lottin Emerson Luiz de Godois Sueli Tereza Mazzucco Mazurana Elzira Berger Zomer
João Leonir Dall'Alba

Livros/ Autores

Valdemar Muraro Mazzurana

Revistas

Sibila matos Alberton

Caderno de Estudos ENFF

Celso de Oliveira Souza

Antonio João Tavares - Tonton

Jucely Lottin

Emerson Luiz de Godois

Sueli Tereza Mazzucco Mazurana
TRIBUTO À ORLEANS DO VADICO
Sueli Tereza Mazzucco Mazurana
1. Os senhores e senhoras,
Os jovens e as crianças,
Eu saúdo alegremente
Nestes tempos de bonança..
Orleans é a nossa terra,
E este poema encerra
Sua glória e sua pujança.

2. Sua glória e sua pujança,
O trovador tem razão,
Pois o povo orleanense
Mora no meu coração.
Aproveito este instante
Para contar pra aniversariante
Uma história de paixão.

3. Uma história de paixão
Que envolve esta cidade.
Diz respeito a um artista
Que foi unanimidade
Entre os artistas de então
Que tinham no cidadão
Um exemplo de lealdade.

4. Um exemplo de lealdade
Eu faço verso, e não nego
Que esse homem lutou
Para dar visão ao cego,
Para dar ouvido ao surdo
E para dar voz ao mundo.
Fez da sua vida um credo.

5. Fez da sua vida um credo
Eu disso tenho certeza
Pois Osvaldo Pfützenreuter
Não me causou estranheza.
No dia em que o conheci,
Na sua vida percebi
Umas nesga de tristeza.

6. Umas nesga de tristeza
Que se transformou em tormento.
A morte do filho amado
Fez a história do momento.
E esse pai idolatrado,
Com o peito estraçalhado,
Viveu a dor desse tempo.
7. Viveu a dor desse tempo.
Um horror! Anos de chumbo
Que carregavam o Rui
Aos subterrâneos imundos.
Vadico e seu violino
Buscaram compor um hino
A esse filho, herói do mundo.

8. A esse filho, herói do mundo
Que agora descansa em paz
Vai ao reconhecimento
E a seu pai, que também jaz
Entre outros artistas, tantos,
Que calaram o seu canto,
Mas sua história, jamais!

9. Mas sua história, jamais.
É uma história comovente.
Vadico, do cavaquinho,
Da Banda Estrela do Oriente,
Filho de Otto e Hermelina,
Desta terra de colinas
Amou sua arte e sua gente.

10. Amou sua arte e sua gente
E a comarca de Urussanga.
O conjunto Bando Alegre,
Os corais, a escola, a banda.
Da Matriz foi organista,
E seu filho, ativista,
Num cenário de esperança.

11. Num cenário de esperança
Que era o Brasil de então,
Numa época de luta,
O sonho levado ao chão,
O jornalista empunhando
Sua caneta, e o comando
Vinha de tantas mãos!

12. Vinha de tantas mãos
Mas tinha mão orleanense
Que perdeu a juventude
Deixando o mundo em suspense
Que a liberdade roubada
Devia ser recuperada
Pelo momento presente.

13. Pelo momento presente
E pelo tempo há de vir.
Em nome desse passado
De nossa história, infeliz,
A vigília permaneça.
E o povo jamais esqueça
Dos heróis deste país.
14. Dos heróis deste país
Que deram a vida por nós.
Que sej feita justiça,
Que pague quem foi algoz.
Sigamos, que a vida é bela!
E a Pátria verde-amarela,
Terá sua vez sua e sua voz.

15. Terá sua vez sua e sua voz
Também a Orleans gloriosa
Que celebra suas conquistas
E se enfeita, todo prosa,
Festejando o centenário
Num magnífico cenário
De terra prodigiosa.

16. De terra prodigiosa
Onde a arte é praticada
Nas letras da Academia.
No paredão dependurada
A arte encanta os olhares,
Como se fossem altares
Que ali fizeram morada.

17. Que ali fizeram morada
E aqui nos dizem quem somos:
Somos terra da cultura
Da neblina e dos assomos.
Os encantos no canto que encerra,
E vem ninar nossos sonhos.

18. E vem ninar nossos sonhos
Sonhos de paz e harmonia.
Vamos cantar Orleans
Com toda a nossa alegria.
Mandar a tristeza embora
É a tarefa de agora,
É o dever deste dia.

19. É o dever deste dia
Cantar e sermos felizes.
Vamos conclamar o Stelle
E o Hermelina. O que dizes?
As bandas, os seresteiros,
Todos os entes festeiros
Que aqui têm suas raízes.

20. Que aqui têm suas raízes,
Chamaremos os escritores
Para escrever a epopeia
Com as tintas multicores
Colhidas ao fim do dia
Ao som da Ave-Maria.
Sonata de mil amores.

21. Sonata de mil amores.
Uma história de paixão
Que envolve esta cidade
Num cenário de emoção.
Tantos agostos passados,
E os heróis, atualizados,
Erguem o sonho do chão.

22. Erguem o sonho do chão
E lhe dão asas, sem medo,
E colhem gotas de orvalho
Para irrigar o seu credo,
Que é ideal que não morre,
E que as andorinhas da torre
Semeiam, de manhã cedo.

23. Semeiam, de manhã cedo
Esse ideal, que não morre!
Eu disso tenho certeza,
Pois a notícia que corre
É que Vadico escuta
E ordena que a batuta
Suba até o alto da torre.

24. Suba até o alto da torre
Para reger o coral
De todas as vozes juntas
Numa homenagem tal
Que esta cidade mereça
E que o poeta não esqueça
Deste tempo especial.

Orleans, 04 de maio de 2013.
Elzira Berger Zomer

João Leonir Dall'Alba

Parceiro de Vadico, compôs a letra de Sinos de Orleans que, musicalizada pelo Vadico, ficou sendo, durante um período o hino oficial do município.

A Cidade
Charanga 2001

Os Quatro Zé

Orquestra de Camera IFZ

Grupo Folclórico Italiano de Barracão

Grupo Folclórico Italiano de Barracão

A busca e desenvolvimento de atividades artísticas enriquecem culturalmente as comunidades, tornando os seres humanos sensíveis e perceptíveis às coisas boas e belas da vida. Foi com o intuito de valorizar e cultivar a cultura italiana que um grupo de jovens casais de agricultores fundou o Grupo Folclórico Italiano de Barracão.
A comunidade de Barracão fica a 12 km da sede do município de Orleans; formada por pequenos produtores rurais, tem no cultivo do fumo e na suinocultura suas principais fontes de renda. Conta com uma população estimada em 91 famílias, na maioria descendentes de italianos, incluindo-se as comunidades de Rodeio e Rio Carlota, de onde também vieram alguns componentes do Grupo, quando de sua fundação.
No Grupo desenvolve-se não somente a dança, mas o estudo da origem e da história dos antepassados. São netos, bisnetos e tataranetos de italianos que, após um dia intenso de trabalho na lavoura, reúnem-se para manter viva a cultura e a tradição do alegre folclore italiano. A Itália é um dos países mais musicais do mundo; sua música é rica e variada, melodiosa e bela, sendo executada e dançada no mundo inteiro.
O Grupo Folclórico Italiano de Barracão expressa esta alegria e descontração em todos os lugares em que se apresenta. A primeira apresentação do Grupo foi na 1ª Frutfesta, realizada em novembro de 1991, no Museu ao Ar Livre, em Orleans. Nos anos seguintes foi presença marcante nos principais eventos da região em que há o resgate da cultura italiana.
Foram membros fundadores: Cláudio Bianco e Juçara Bianco, Nídio Debiasi e Jadne Bianco, Jucemar Bianco e Alessandra Derregão, Marcionei Galvan e Iolene Bianco, Adeclesio Baschirotto e Silvana Canella, Sidnei Bianco e Rosinete Bagio, Wagner Menegasso e Neli Debiasi, Alessandro Veronezi e Lucilene Bianco, Dilnei Orbem e Tânia Montegutti, Evânio Baschirotto, Nilza Debiasi, Valmor Alberton, Isanir Alberton, Evaristo Baschirotto e Nilcéia Pravatto. O Presidente da entidade é o Sr. Natalino Bianco, e a grande incentivadora, coreógrafa e mentora do Grupo, desde a sua fundação até os dias atuais, é a professora Ivânia Maria Cascaes da Silva.

Coral Infanto - Juvenil Santa Otilia
Coral Infanto-Juvenil Santa Otília

FUNDADORES: Jorge Fernando Bortolotto e Smoni Campos Bortolotto.
OBJETIVO: O Coral Infanto-Juvenil “Santa Otília”, fundado em 13 de julho de 1998, tem sua sede à Rua Vereador Roberto Volpato, 220, Bairro Santista, Orleans/SC. É uma entidade cultural, e tem por finalidade desenvolver o gosto artístico entre seus componentes e o povo em geral, com apresentações em festas cívicas, religiosas, populares locais e regionais.
O Coral Infanto-Juvenil Santa Otília não tem caráter político, étnico, religioso e racial.
O Coral Infanto-Juvenil Santa Otília tem caráter civil, sem visar lucros de qualquer natureza, não remunerando, direta ou indiretamente, qualquer membro da Diretoria ou do Conselho Fiscal, sendo administrado por uma Diretoria e um Conselho Fiscal, ambos eleitos em assembléia geral dos pais dos coralistas.
CONSTITUIÇÃO: Entidade sem fins lucrativos com CNPJ
DIRETORIA 1999 – ELEITA EM 22/03/1999
Presidente: Eliete Figueiró Debiasi
Vice-Presidente: Camilo Bússolo
Tesoureiro: Deila Crocetta Turazzi
Secretária: Marilda Torres Niero
Diretora de Patrimônio: Ângela Maria Pavei Willemann
DIRETORIA 2000 – ELEITA EM 27/03/2000
Presidente: Marilda Torres Niero
Vice-Presidente: Camilo Bussolo
Tesoureiro: Jander Barzan
Secretária: Sandra Regina Campos
Diretora de Patrimônio: Ângela Maria Pavei Willemann
DIRETORIA 2001 – ELEITA EM 27/03/2001
Presidente: Marilda Torres Niero
Vice-Presidente: Camilo Bussolo
Tesoureiro: Jander Barzan
Secretária: Sandra Regina Campos
Diretora de Patrimônio: Ângela Maria Pavei Willemann

COMPONENTES:
37 Coralistas crianças e adolescentes de 07 a 15 anos de idade, de diversos bairros da cidade.
EQUIPE TÉCNICA:

Simoni Campos Bortolotto (Regente)
Jorge F. Bortolotto (Coordenador Musical)
Alessandro Campos (Assistente Musical)

ENSAIOS:
Terças e Sextas-Feiras, das 19:00 às 20:30h, no Salão do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans.

Fone para contato: (48)466-3481.
Coral Infanto - Juvenil "Os Pequenos Colibris"

Coral Infanto-Juvenil “Os Pequenos Colibris”


Consoante o desejo do Pároco local, Pe. Lino Brunel, o Sr. Lorival da Silva Pedroso iniciou um grupo de canto, com crianças carentes e ociosas dos bairros Alto Paraná e COHAB, de nossa cidade, com intuito primordial de resgatá-las para uma convivência em grupo e incutir-lhes, ainda, um sentido de utilidade social e, sobretudo, contribuir para uma boa formação.
Hoje o coral “Os Pequenos Colibris” é uma grande realidade composta por 72coralistas, com idade entre 07 e 14 anos, que animam eventos religiosos e sociais, coroando, desta forma, os esforços de todos, atendendo aos anseios do vigário e motivando o orgulho de suas respectivas famílias e idealizadores.
PROPÓSITOS: Incentivar a cultura, educação e sociabilidade, através da música sacra, folclórica e cívica, atendendo destarte, às necessidades da comunidade, quando requisitados, bem como induzir o jovem a assumir compromissos, postura de educação ética, assim como incentivar-lhes um senso de pró-comunidade.
REALIZAÇÕES: Apresentações em público, animando cerimônias religiosas, quermesses (abertura da festa junina do Bairro Alto Paraná, Orleans); animação de jantares dançantes e cerimônias de casamento (Bandinha Colibris); festividades alusivas às mães, aos pais e às crianças; participação marcante no Festival da Canção do Seminário São José, de Orleans; encenação do Presépio Vivo no Natal do ano 2000.
BASTIDORES: O incentivo aos ensaios e às atividades inerentes é feito através de premiações aos assíduos, assim como congratulações aos aniversariantes de cada mês, reunindo-os numa só comemoração e oferecendo-lhes, além de um pequeno coquetel, o carinho e a solidariedade dos demais integrantes do grupo.
Faz-se visitas às famílias dos coralistas e promove-se reuniões periódicas para tratar de assuntos inerentes aos grupo, suas atividades, comportamento, etc.
As datas alusivas às mães, aos pais, dia da criança e Natal, são comemoradas com apresentações (missas), presentes, danças etc., para que se cultive, entre eles, o valor da sociabilidade, política da boa vizinhança, integração familiar, social, religiosa e escolar. Desta forma, procura-se atuar em prol das crianças coralistas, sempre sob a orientação e respaldo do vigário e, sem falsa apologia, o acompanhamento fértil e assíduo da Diretoria da Escola Básica Santos Sprícigo, Srª Maria Gorete V. Alberton.
Início das atividades:
10 de setembro de 1999
Coordenador/Instrutor Musical:
Lourival da Silva Pedroso
Assistente/Maestrina:
Leonilda Felisbino Izidoro
Equipe/Auxiliares:
Roque Bittencourt
Sônia Bittencourt
Jaci Américo Pedroso
Edson Murialdo Américo
Estevam C. Antunes
Luana Alberton
Associação Sertaneja Seresteiros da Colina

Associação Sertaneja Seresteiros da Colina

Fundado em 26 de outubro de 1990, o Grupo Sertanejo Seresteiros da Colina, de Orleans, por um grupo de adeptos da música sertaneja-raiz (caipira); tem como finalidade resgatar a verdadeira mensagem que a música-raiz nos transmite. As composições, histórias, causos, dramas de vida, a música sertaneja-raiz fala do amor verdadeiro, amor puro, tudo transformado em belas composições que se tornaram clássicos, imortalizados nas vozes de consagradas duplas e trios sertanejos, e cantados até nossos dias.
Sentindo a necessidade de maior divulgação, o grupo foi transformado em Associação Sertaneja Seresteiros da Colina, ocorrido em 30 de agosto de 1999; é reconhecido de utilidade pública pela Câmara Municipal de Orleans, com uma diretoria eleita que é renovada a cada dois anos.
Além de cantar músicas originais, os membros do grupo compõem letras sacras, adaptadas à música sertaneja, transformando-as em belas canções religiosas, cantadas em missas, casamentos, bodas de ouro e prata, aniversários e outras comemorações em toda região sul catarinense e planalto sul.
O grupo é composto por doze membros, entre instrumentistas e vocalistas; que são: Adirson, Basílio, Beto, Danduca, Eli, Flávio, Jair, João, Kabo, Lourival, Valdir e Vilmar. Os ensaios são realizados todas as segundas-feiras, entre 20:00 e 22:00h, no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Orleans, cedido gentilmente pelo seu presidente, Camilo Bússolo.
Abaixo, algumas letras de músicas, entre as 18 compostas pelo grupo:
Versão “Cabocla Teresa”
Declamado
Lá no alto do Calvário sua via-sacra foi rosário, morreu ele, numa cruz, Prá remir nossos pecados e salvar os desgarrados e mostrar caminho e luz. Toda vez neste altar eu me ponho a meditar; quando vejo a luz que brilha, Ouço uma voz que diz: você quer, será feliz, se seguir a minha trilha. Por este mundão de Deus, que tanto acolhe os seus, eu vou entendendo aos poucos Que a vida aqui é tão bela, na alma pura e singela, no coração do caboclo. Mas o homem e sua ganância acabou o que era abundância pra saciar o seu desejo: A serra cortou a mata, o veneno poluiu a cascata; adeus, prazer do sertanejo. Por isso eu grito bem forte que o nosso destino e sorte, é um caminho que se vai. Vamos nos unir, meu povo, e fazer florescer de novo este jardim de Deus Pai.
Cantado
1 Há tempo estão acabando a vida e o que há de mais belo, E do caboclo tirando o seu viver tão singelo. Por isso eu peço pra Deus com toda sinceridade A bênção pra nós, filhos seus, e rezo à Santa Trindade.
2 A Cristo na Eucaristia viemos humildes pedir A força, a esperança e alegria, pra nós “viver” e “sorrir” Também imploramos perdão ao manso e divino cordeiro: Na cruz perdoou ao ladrão, que foi pro céu bem faceiro.
3 No altar está a cruz do Calvário, de braços abertos em prece. Ergamos com fé ao santuário a voz que suplica e agradece. O Espírito Santo derrama a chuva que irriga e inunda: Sua luz é uma límpida chama, é a água que a planta fecunda.

Coral Shalon - Orleans Santa Catarina

O Coral Shalom foi fundado no dia 15 de agosto de 1964. Inicialmente era um Coral Infantil. A data de oficialização do coral aconteceu na festa de Nossa Senhora Assunta ao Céu, no mesmo ano em que surgiu, quando já participou da missa de comemoração.
De acordo com a professora Yvette Maria Santiago, iniciadora e incentivadora do Coral em sua fase primeira, até meados de 1993, a música, o canto, a arte sempre constituíram valores fundamentais na formação do ser humano. “Haverá algo mais belo que um coral de vozes brancas?” Indaga. “Reuni crianças de vários níveis do I Grau, e formei o Coral Infantil.”
A professora diz ainda: “estávamos vivendo em pleno tempo de um Concílio Ecumênico: Concílio Vaticano II. E se proclamava uma Igreja arejada, uma Igreja renovada. E Igreja pede renovação e aprofundamento. Há, na Igreja, lugar e espaço para todos. Todos podem colocar-se a serviço da evangelização, com seus talentos, suas dificuldades, sua fé e força de vontade. Surge o Curso de Canto Pastoral em Florianópolis. Foi comigo uma equipe do Coral Infantil e, em regime de internato, ficamos durante uma semana no Colégio Coração de Jesus. O Curso de Canto Pastoral e Liturgia teve início em 17 de fevereiro de 1964. Era missão do curso: levar a comunidade a sentir, a viver a vida da Igreja. O Coral Infantil precisava de um nome. Foram sugeridos pelos coralistas vários títulos. Mas, Pe. Santos Sprícigo sugeriu o nome ‘Shalom’, que é um termo hebraico e que expressa ‘paz sobre ti’. É uma saudação usada pelos judeus. Traduzindo, ‘Shalom’ quer dizer, simplesmente: PAZ!”
No Coral Shalom cresceram os pequenos cantores e outros jovens, e logo depois adultos juntaram-se ao grupo e o Coral Shalom ficou constituído de crianças, jovens e adultos. Um coral de vozes mistas. Os objetivos: Evangelizar cantando; Cantar com o povo de Deus; Renovar os cantos na Paróquia; Estudar liturgia; Vivenciar os acontecimentos litúrgicos; Aprofundar os conhecimentos evangélicos; Estudar e praticar o cantochão (canto gregoriano); Cantar salmos, além dos retiros e cultivo de cantos recreativos. Pe. Santos sempre participava, incentivando, premiando, palestrando.
Que neste novo milênio, o Coral Shalom continue incentivando, em sua caminhada de paz, as transformações e mudanças das criaturas em direção da luz divina, sempre com sabedoria e amor. Shalom!
Outros dados fornecidos por Maria Abatti Pavei: “Desde 1993, nosso Vigário é o Pe. Lino Brunel, que sempre está conosco apoiando e incentivando. Fazemos o que podemos pela Paróquia, já que somos o Coral da Matriz. A partir de 1993, até 1997, o Coral Shalom ficou sob a coordenação de Udir Pavei, Maria Abatti Pavei, Leonida Felisbino Izidoro e Dinalva Agostinho Felisbino. Desde 1997 a comissão administrativa do Coral é formada por Alexandre Baggio, Célio Ricardo, Dirce Mafra Redivo, com apoio de Leonida Felisbino Izidoro. Na liturgia da palavra Dulce Pinter Pizzolatti e Ivanir Nogueira Elias. Nos cantos, Maria Abatti Pavei e Dinalva Agostinho Felisbino. Músicos: Cleitom Carrer, Valdir Figueiredo, Márcio Speck, José Roberto Antunes (Beto Pintor), José Felisbino (Zezinho) e Suzane Rossi Stopassoli. O Coral Shalom é formado por 33 membros. Os ensaios são nas quintas-feiras, na Matriz, com início às 20 horas.”

CTG Orleans

CTG Orleanense

Fundado em 30 de agosto de 1986, sob o nome de CTG Jóquei Club Barriga Verde, adotou posteriormente o nome de CTG Orleanense, para fins de registro junto à Região Tradicionalista. Possui sede própria e instalações localizadas no Km 92, Orleans / SC., numa área de 5 hectares. Seu princípio fundamental é proporcionar lazer e entretenimento a seus associados através da dança, além de buscar desenvolver o gosto pelas disputas de cancha reta. Para tanto, foi construído um grande salão de bailes, capaz de oferecer todo o conforto e segurança aos tradicionalistas, bem como três pistas de 500 metros, mantidas até hoje, para a realização das provas de cancha reta.
Desde sua fundação, o CTG Orleanense não parou de desenvolver-se e, atualmente, conta com um quadro de 138 associados, os quais, juntamente com um grande número de aficcionados e pessoas especialmente convidadas, têm participado de memoráveis fandangos. Os sócios, no entanto, não gozam de nenhum tipo de regalia, pois não há cobrança de nenhuma taxa de manutenção, dificultando, assim, a realização de uma administração satisfatória, em razão da escassez de recursos para auxiliar nas inúmeras despesas da entidade.
O CTG dispõe de uma pista de arremate de animais, uma cancha de laço oficial, largamente freqüentada por “peões” de toda a região sul, que durante os rodeios, participam de gineteadas, provas de rédeas, tiro de laço, argolinha e outras, atraindo milhares de espectadores para esta festa tradicionalista.
Além dos rodeios e fandangos, o CTG oferece também curso de danças gauchescas, orientadas pelo professor Kinho, bem como uma extensa área de camping, com toda a infra-estrutura necessária.
O objetivo atual da patronagem é ampliar o atendimento na área social e, para tanto, há projetos para ampliação do espaço reservado à cozinha e outras dependências.
Para ser sócio do CTG não basta apenas querer, pois é necessário ser aprovado.
Atualmente existem quatro piquetes, uma espécie de equipe, filiados ao CTG e que estão assim distribuídos: Piquete ANCS (Patrão Betinho); Piquete Presilha Orleanense (Patrão Matheus Bett); Piquete Dela Giustina (Patrão Antônio) e Piquete Fivela de Prata (Patrão João Paulo Bett, o popular “Repolho”).
O CTG está sempre muito bem representado nos rodeios de que participa, principalmente nas provas de laço, cabendo destacar o próprio “Repolho” que, recentemente, obteve o 1º lugar no CTG Herança do Velho Pai, de Morro da Fumaça, cujo prêmio foi uma TV 14”. Sob a coordenação do Patrão Geral, Tarciso Bett, o CTG Orleanense continuará sempre de portas abertas para receber os amigos.

(Fonte REVISTA ORLEANENSE – ESCREVER SEMPRE, Vol. I)

Editor do projeto é homenageado

Editor do projeto Vadico de Orleans, Rogério Pfutzenreuter, é homenageado como amigo dos poetas de Orleans (ACOL). 

Discurso de agradecimento:
Senhor presidente desta notável entidade, Edson Sprícigo, e demais membros da Academia Orleanense de Letras.
 
Sinto falta aqui do meu amigo Paulo Afonso Dalsasso, que foi acadêmico da ACOL, meu amigo e parceiro musical; do Luis Carlos Borges, o Banana, que tocou aqui com o Vadico, meu pai.
 
Tenho a satisfação de ter aqui meu sobrinho Filipe, que está sendo bem-sucedido nesta área intelectual, possuindo já uma forma catedrática de escrever. Ele segue firme e muito bem! Sinto falta do veterano e fundador, Padre João Leonir D’Allba, o ícone mais expressivo que, tendo vindo de terras gaúchas e com sua função religiosa e intelectual, ofereceu à nossa cidade um legado cultural muito avançado!
 
A homenagem que esta academia me dedica, eu agradeço e recebo como se fosse dirigida a dois outros filhos ilustres desta terra: meu pai e meu irmão Rui Oswaldo. E, na proporção que nossas vidas tiveram em comum, o que vivenciamos nesta querida cidade, que, com eles, aprendi a amar e que, mesmo dela partindo, nunca a deixei longe da memória.
 
É sempre muito importante encontrar um intelectual, mas quando se trata de uma academia, de um grupo, e ainda sendo meus conterrâneos, isso me deixa profundamente sensibilizado. 
 
Chego mesmo a sentir o grande peso da responsabilidade desta homenagem e a tentar corresponder às expectativas diante da elite intelectual de nossa cidade e de nosso sul catarinense.
 
A humanidade já construiu muitas oportunidades dessa forma coletiva de se viver e construir ideias individuais em textos de caráter público.
 
Beethoven alcançou para a humanidade o ápice dos sentimentos, organizados em forma de música. Sua expressão sonora simbolizou a busca pela superação de todos os obstáculos, que, como seres humanos, devemos transpor para atingir a fraternidade social civilizatória.
 
Ele representava, na música, a aspiração por escrever, elaborar, planejar e construir uma nova sociedade. Décadas depois, surgiram novas experiências de transformação social e a humanidade soube enfrentar e vencer a ameaça do nazi-fascismo. 
 
Eu diria que, nesse episódio da história humana, houve uma materialização, uma espécie de experiência real, da criação de um grupo determinado a construir as ambições de tantos intelectuais que, até então, ficavam no papel. Porém, agora, ali se transformou em realidade social e cultural.
 
Ouso afirmar que foi nesse perfil de vida, a partir de reuniões como essa, na vida estudantil que havia aqui em Orleans, que era bastante intensa, nessa conjuntura, em centralizações e decisões de equipe, que, daqui, primeiro como estudante e depois como universitário em Porto Alegre, Rui Oswaldo se lançou mundo afora em sua missão transformadora e revolucionária. Missão essa em que as raízes de sua decisão humanista e libertária estão fincadas aqui em Orleans. O destaque foi que, nesta pequena cidade, formaram-se suas bases estruturais, com sentimentos marcados pela aspiração de justiça social. Isso foi capaz de formar, junto com o ambiente familiar, as forças necessárias para solidificar suas decisões, nem tanto em conhecimentos, mas na simplicidade do caráter, na solidariedade e no afã de estar sempre aberto a participar da vida coletiva, virtude maior de um pensador!
 
As ricas recordações da infância e adolescência vividas nessa cidade seriam profundas o suficiente para nunca deixá-la, muito menos esquecê-la, pois, aqui, tudo foi gratificante em uma fase repleta de virtudes e aprendizados. O sonho de vida, de qualidade que todo cidadão gostaria e deveria ter, e aqui certamente tivemos em abundância.
 
Dentro de casa, meu pai e minha avó Hermelina, influenciaram-me com uma determinante percepção musical, fornecendo a estima que me completava com diversificados ambientes que nossa cidade soube cultivar. Isso refletiu o momento de intensa criatividade cultural que todo o país experimentava. 
 
O carnaval mudava a rotina da cidade e meus tios, muito carnavalescos, esforçavam-se para estarem atualizados em decorar e cantar as marchinhas e marchas-rancho que eram novidades. 
 
Elas chegavam pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, criada por  Getúlio Vargas. Havia livrinhos muito bem editados, com partituras e letras revelando inúmeros artistas engajados neste mundo artístico, popular e mágico, que é o nosso carnaval e que aqui foi muito bem valorizado.
 
No Cinquentenário de Orleans, presenciei as enormes bandas marciais que vinham de todas as cidades. Desfilavam pelas ruas, como, desde cedo, a Estrela do Oriente mantinha o habitual toque da alvorada, na batuta do maestro Zezinho Nunes.
 
Da fase infantil, são inúmeros os exemplos musicais que aprendi neste chão orleanense. Os programas radiofônicos ao vivo, os shows dominicais do Cine Luiz Verani, os serviços públicos de alto falantes nas ruas e parques, os coros das igrejas, reforçados com as serestas musicais semanais na família. Tudo isso me fornecia o apego e se organizava pela música em meu consciente. Os sentimentos de amor e as ideias socialistas e revolucionárias de meu irmão Rui Oswaldo, que sempre nos trazia discos clássicos de consagrados artistas do povo soviético, são exemplos marcantes dessa fase.
 
Mais tarde, troquei a banda de baile e mudei o repertório. Não queria mais só cantar o pacifismo de Lennon. Exigi de mim mesmo uma ação cidadã transformadora. Desenvolvi franca e intensa afinidade com os mineiros de Lauro Müller e Criciúma, apoiando-os com textos e canções de estímulo e de luta pela ideia da criação de um partido próprio, que nascia no ABC paulista e, na região mineira, passei a contribuir em todos os cantos fortalecendo aquele robusto movimento.
 
Daí em diante, foi só progresso! Ganhei a compreensão mais abrangente da independência que nosso país precisa ter para se livrar desta tenebrosa e triste realidade, onde a dominação econômica e cultural estrangeira estão plenamente correlacionadas e impregnadas em nossa realidade.
 
A afinidade desenvolvida entre Rui Oswaldo e meu pai, o Vadico, baseava-se no respeito que ambos tinham pelo brizolismo e pelo nacionalismo de Getúlio Vargas.
 
Rui não pode estar aqui fisicamente neste ato - pois foi assassinado no interior do Doi-Codi, em 1972 -, mas deixou uma herança, através de seus exemplos de dedicação e desprendimento narrados quando estudante universitário em seu “Diário negro de um homem qualquer que cumpriu com seu dever”, no qual busca construir sua identidade como homem público. Por isso Rui escolheu escrever, dialogar e construir ideias. Influiu em pessoas com mentalidades democráticas, solidárias e socialistas. Lutou contra uma imprensa manipuladora e nada educativa, que desenvolve uma perigosa modelagem do controle da vida das pessoas.
 
Aqui estão contidos muitos indícios da maneira de pensar e agir de Rui Pfutzenreuter, porque faziam parte de suas cartas, como, por exemplo, a busca de polemizar sobre o livro do escritor e acadêmico fundador desta academia: o historiador João Leonir Dall’Alba. Rui fazia um esforço enorme para que nossa localidade aplicasse a publicação daquele livro como fonte de referência, pesquisa e utilidade pública nas escolas da cidade. Cito outro exemplo da afinidade dele com esta academia: pela sua vontade expressa nas várias cartas à família, estão as citações constantes, apaixonadas, de preocupação pelo que representou a esta cidade e à sua geração o Grêmio Estudantil Machado de Assis, do qual ele foi associado.
 
Manifesto aqui a dor pela qual meus pais passaram e que a nossa família ainda sente face às precárias condições que ainda enfrento para resgatar a memória da vida e as ideias de meu irmão. 
 
Havia uma correspondência entre ambos, Vadico e meu irmão. Vadico tinha a preocupação pelos problemas locais e escrevia cartas a deputados sobre a situação local, mesmo sem poder ter o contato com o filho, que teve de se esconder por causa da repressão da ditadura. Rui nos dirigiu muitas dessas cartas e elas chegavam abertas por causa da censura. Era a censura atuando e era também a ameaça subentendida que ela representava. 
 
Provalmente, muitas dessas cartas nunca nos chegaram, porque aqui havia um forte esquema de censura, de ameaças e de perseguição. As rádios locais, coniventes, foram expressões daquele terrível momento, com editoriais carregados de ódio, criando um clima hostil contra todos os que lutavam pelas liberdades democráticas. Confundiam propositalmente terrorista e comunista, cumprindo uma função degradada de perseguição moral.
 
Hoje as cortinas estão abertas. Eu levanto a cabeça de meus pais e irmãos e os menciono orgulhosamente! Exalto o valor daquele silêncio contido. Meu pai evitava indignar-se para não aumentar nossa repulsa, para proteger os filhos e para não alentar nossa disposição revoltosa. Eles souberam suportar aquela dor com dignidade! Mas nada como o juízo do tempo, que clareia a mente como aquelas cartas de amor pela cidade, amigos e irmãos escritas pelo filho. A preocupação era pelo progresso das pessoas, que elas pudessem, ao menos, reunirem-se como aqui hoje nos reunimos, gozando desse privilégio democrático. Eis o valor da democracia, do “poder discordar”. Baseio-me, então, por este fato e também adiciono a constatação do momento de acentuada transformação social, sedimentada nas previsões de Rui Oswaldo.
 
Para finalizar, deixo aqui estas palavras, baseadas na vida e exemplos de meu pai e meu irmão, que me têm servido como exemplo, como conceito e perspectiva de vida. Sabendo das dificuldades em que eles viveram, mesmo escrevendo muito daqui de Orleans, um buscava, por meio da música, a sua colaboração com a comunidade; o outro, em condições que a clandestinidade lhe impusera pela ditadura, preocupava-se com as questões nacionais e mundiais.
 
Não poderia deixar de registrar aqui meu testemunho da vida simples de pai e filho, que, mesmo em condições dificílimas, ainda tiveram atitudes construtivas que nunca foram interrompidas. Por isso tudo, estou aqui para dizer que a vida de um músico e de um teórico posadista alcançaram seus objetivos triunfantes no dia de hoje.
 
Valorizo com votos de estima e distinta consideração o nobre gesto desta academia e da cidade. Estendo-os à nossa Presidenta Dilma Rousseff, que resistiu e sobreviveu, permitido hoje a recuperação destas memórias e que seu governo progressista continue. Que os exemplos de vida destes dois brasileiros que nunca se curvaram diante do arbítrio e da injustiça, mesmo conscientes dos riscos que passavam, sirva como prova da sinceridade e profundidade deste discurso. Deixo registrado também o meu profundo agradecimento a vocês, conterrâneos escritores, pela oportunidade que me deram para aqui expressar a dor e a razão de nossa família.
 
Em homenagem à experiência musical de Vadico e sua paixão pela música, desenvolvo este projeto musical, com a finalidade de fazer acontecer a música, além da obrigatoriedade formalizada na Lei no 11.769, mas que é ainda pouco aplicada. 
 
Propomos, junto com esta lei, a iniciativa de estimular o convívio coletivo nas escolas, o gosto e amadurecimento das crianças, incorporando em suas qualidades o aumento de sua autoestima, 
sociabilidade e aptidões que a música desperta. Que isso ocorra em linguagens simples e populares, mas com os requintes e sofisticações de nossa música eclética. O “lucro” está na qualidade que essas gerações futuras saberão provocar em gestos diversificados do orgulho de sermos cidadãos brasileiros.
 
Sei dos limites desse humilde projeto musical, mas estou ciente da importância do estado na aplicação massiva dessa ideia. 
 
Leis são importantes, mas não são eficazes por si só. Uma canetada não é suficiente. Para as áreas musical e cultural, é preciso todo um projeto nacional de veiculação nacionalista. Creio que é necessário seguir até um exemplo de épocas mais difíceis, quando Getúlio Vargas criou a Rádio Nacional, ciente da sua importância informativo-cultural. Isso levou ao desenvolvimento da comunicação com o povo, possuindo até telefone direto com seu gabinete, dada a importância que lhe atribuía. É preciso atitudes de defesa de nossa cultura, substituindo o degradante domínio estrangeiro em teatros, cinemas, livrarias, programas televisivos e projetos culturais por um roteiro original brasileiro, refazendo a identidade cultural do nosso país, verdadeiramente criativo e musical como somos!
 
É preciso que nossas companhias estatais atuem mais fortemente na área da cultura. Precisamos de programas sociais e populares bem-sucedidos, mas que cresçam conjuntamente com a atividade cultural salutar e democrática, com conteúdo e qualidade que ajudem a elevar o nível de vida de nossos cidadãos. Nossa Música, de forma inconsciente e direta, deve ser chamada a cumprir o papel de ser uma ferramenta na socialização e na educação de nosso povo.
 
Sou grato pela oportunidade de poder expressar meus sentimentos, os quais foram alicerçados nas mesmas escolas, nas calçadas e ruas por onde, assim como vocês, eu muito aprendi a caminhar na vida e aqui sempre voltarei! Contem comigo!
 
Orleans, 6 de Setembro de 2015
 
Rogerio Pfutzenreuter

Falecimento Eteocle Mattei (Koke)

Hoje meu antigo parceiro musical Eteocle Mattei (Koke) partiu. Nossa juventude em Orleans foi de muita música e alegria. No Som 4, soubeste dividir brilho e emoção nos bailes das sociedades de todo sul catarinense no fim dos anos 70. Sentirei sua falta!

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